Uma lista para ser feliz

Miran Goldenberg | jul 2016


Recentemente participei de um evento chamado "Momento de amigas" para falar sobre os tabus relacionados ao corpo da mulher brasileira. No fim do encontro, decidi ler uma lista divertida do tipo "13 coisas que toda mulher precisa saber... para ser mais livre e muito mais feliz!". Como a minha lista fez muito sucesso com as minhas novas amigas, decidi publicá-la aqui[blog folha]. Se quiser, envie para o meu e-mail (miriangoldenberg.com.br) os itens que você gostaria de adicionar à minha lista.
1. Valorizar a amizade -investir tempo, atenção e carinho nas suas amigas. Elas nos escutam, apoiam, cuidam e reconhecem nosso valor.
2. Não se preocupar tanto com a opinião dos outros -ligar o botão do "foda-se"!
3. Aprender a dizer não.
4. Priorizar o tempo para você mesma -ter tempo para cuidar do próprio corpo, prazer e saúde.
5. Fazer uma verdadeira faxina existencial -jogar fora tudo e todos que não cabem mais na vida: aqueles vampiros que só criticam, botam para baixo, sugam a sua energia.
6. Colocar o foco na própria vontade - agradar, em primeiro lugar, a você mesma.
7. Não se comparar com outras mulheres - buscar valorizar os seus pontos fortes e não focar no que falta. Ser, cada vez mais, você mesma!
8. Gostar dos seus defeitos e imperfeições - ter um olhar mais generoso e carinhoso com seu corpo, seus cheiros, seu jeito de ser. Não se esconder, não ser invisível, não ter vergonha do próprio corpo.
9. Brincar muito mais -ser plenamente a criança que você nunca deixou de ser.
10. Saber que grande parte do seu sofrimento é cultural e compartilhado por outras mulheres -você não está sozinha!
11. Falar sobre as suas inseguranças, medos e vergonhas -dividir com as amigas as coisas que você esconde é a melhor maneira de perceber que outras mulheres têm o mesmo tipo de sofrimento.
12. Rir das inseguranças - rir de você mesma é uma forma de lidar com mais leveza com as dificuldades e ansiedades. É libertador!
13. Construir um projeto de vida -ter uma vida com significado que contemple seus sonhos, desejos e vontades.

Se você gostou da lista, compartilhe com suas amigas. Quem sabe elas também se divertem e se libertam dos tabus, preconceitos, vergonhas e inseguranças com o próprio corpo?

Juventude

Miran Goldenberg | jun 2016


Na juventude, o corpo é o capital da mulher brasileira. Mais tarde, é o marido: "o capital marital"
A antropóloga Mirian Goldenberg criou estes conceitos. Em 1.700 entrevistas com mulheres de 40 a 90 anos de idade, diz ter ouvido também a queixa de mulheres que se sentem "transparentes", não desejadas pelos homens. "É como se tivessem deixado de ser mulheres."
"Na juventude, o corpo é o capital da mulher brasileira. Na velhice, para as que têm até 60 anos, é o marido. Para as com mais de 60, não é o corpo nem o marido: o principal capital é o tempo. É a primeira vez na vida que elas se sentem livres e querem cuidar de si", afirma Goldenberg, autora do livro "Velho é lindo!"
A preocupação exagerada com o envelhecimento, para a antropóloga, é cultural. "Se as brasileiras soubessem que o medo de envelhecer é cultural, sofreriam menos. A mulher com 35 anos já está com pânico e não enxerga beleza na velhice. Em outras culturas, não é assim. Precisamos nos libertar dessa visão."
Para Goldenberg, "a mulher é prisioneira de coisas ligadas ao corpo. Temos muita vergonha de coisas naturais. Não podemos nem soltar um peidinho que é o fim do mundo."

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