Uma lista para ser feliz
Escrito por: Mirian Goldenberg
1. Valorizar a amizade -investir tempo, atenção e carinho nas suas amigas. Elas nos escutam, apoiam, cuidam e reconhecem nosso valor.
2. Não se preocupar tanto com a opinião dos outros -ligar o botão do "foda-se"!
3. Aprender a dizer não.
4. Priorizar o tempo para você mesma -ter tempo para cuidar do próprio corpo, prazer e saúde.
5. Fazer uma verdadeira faxina existencial -jogar fora tudo e todos que não cabem mais na vida: aqueles vampiros que só criticam, botam para baixo, sugam a sua energia.
6. Colocar o foco na própria vontade - agradar, em primeiro lugar, a você mesma.
7. Não se comparar com outras mulheres - buscar valorizar os seus pontos fortes e não focar no que falta. Ser, cada vez mais, você mesma!
8. Gostar dos seus defeitos e imperfeições - ter um olhar mais generoso e carinhoso com seu corpo, seus cheiros, seu jeito de ser. Não se esconder, não ser invisível, não ter vergonha do próprio corpo.
9. Brincar muito mais -ser plenamente a criança que você nunca deixou de ser.
10. Saber que grande parte do seu sofrimento é cultural e compartilhado por outras mulheres -você não está sozinha!
11. Falar sobre as suas inseguranças, medos e vergonhas -dividir com as amigas as coisas que você esconde é a melhor maneira de perceber que outras mulheres têm o mesmo tipo de sofrimento.
12. Rir das inseguranças - rir de você mesma é uma forma de lidar com mais leveza com as dificuldades e ansiedades. É libertador!
13. Construir um projeto de vida -ter uma vida com significado que contemple seus sonhos, desejos e vontades.
Se você gostou da lista, compartilhe com suas amigas. Quem sabe elas também se divertem e se libertam dos tabus, preconceitos, vergonhas e inseguranças com o próprio corpo?
Juventude
Na juventude, o corpo é o capital da mulher brasileira. Mais tarde, é o marido: "o capital marital"
A antropóloga Mirian Goldenberg criou estes conceitos. Em 1.700 entrevistas com mulheres de 40 a 90 anos de idade, diz ter ouvido também a queixa de mulheres que se sentem "transparentes", não desejadas pelos homens. "É como se tivessem deixado de ser mulheres."
"Na juventude, o corpo é o capital da mulher brasileira. Na velhice, para as que têm até 60 anos, é o marido. Para as com mais de 60, não é o corpo nem o marido: o principal capital é o tempo. É a primeira vez na vida que elas se sentem livres e querem cuidar de si", afirma Goldenberg, autora do livro "Velho é lindo!"
A preocupação exagerada com o envelhecimento, para a antropóloga, é cultural. "Se as brasileiras soubessem que o medo de envelhecer é cultural, sofreriam menos. A mulher com 35 anos já está com pânico e não enxerga beleza na velhice. Em outras culturas, não é assim. Precisamos nos libertar dessa visão."
Para Goldenberg, "a mulher é prisioneira de coisas ligadas ao corpo. Temos muita vergonha de coisas naturais. Não podemos nem soltar um peidinho que é o fim do mundo."